Ilhabela - São Paulo - Brasil por Fábio Maradei

1ª etapa do Aloha Spirit 2019 em Ilhabela

O final da 1ª etapa do 11º Aloha Spirit não poderia ser melhor. As provas técnicas de Stand Up Paddle (SUP) fecharam a vasta programação esportiva do final de semana com grandes apresentações.

No SUP masculino, Luiz Guida, o “Animal”, voltou a vencer e entre as mulheres, a norte-americana Fiona Wylde fez valer o favoritismo e a atual campeã do evento, Lena Ribeiro teve uma performance de recuperação, da oitava para a segunda posição.

Na canoagem, a dupla formada para este evento, com Rafael Santacreu e Pedro Henrique Weichert, remou o tempo todo na frente e foi a primeira canoa a completar os 10 km. Outro grande destaque ficou para Rafael Leão, um dos mais experientes da modalidade no País, e sua aluna Luciana Furlan, nas duplas mistas, chegando em terceiro no geral.

Confira os destaques do 1º dia:

O campeão sul-americano Cadu Zeidan levou a melhor na canoa havaiana individual, enquanto que Felipe Neumann, outro veterano das remadas, venceu entre as canoas polinésias. Já no surfski, com 15 km o primeiro lugar ficou com Cadu Oliveira.

E o dia começou logo cedo com a natação em águas abertas, de 1.500 metros, com Artur Pedroza, invertendo o resultado com Luiz Felipe Lebeis, vencedor dos 3.800 metros. Na feminina, vitória de Thaís Santana. Outra atração do domingo foi a prova de apneia estática. Em paralelo, houve aula de yoga e durante o final de semana o que se viu foi uma grande celebração do esporte vinculada com a defesa do meio ambiente, incluindo a gestão de plástico zero em toda a área do evento.

Foram várias atividades e ações nos três dias, incluindo o Festival de Cinema, mutirão de limpeza de rios e trechos de mangues próximos, com alunos de escolas de Ilhabela, rodas de conversas, conscientização, corrida de montanha, e outras e emocionantes provas de SUP, paddleboard, canoas, waterman (reunindo natação, SUP e paddleboard), reunindo cerca de 1.500 atletas de 18 estados e outros países como Estados Unidos, Argentina e Peru, para ratificar ao Aloha Spirit o título de um dos três maiores festivais de esportes aquáticos do Mundo.

Na primeira disputa do dia, a natação, Artur Predoza, que havia sido segundo colocado no sábado, nadou forte para repetir a vitória de 2018. “Foi mais uma vez disputada, mas dessa vez consegui imprimir um ritmo um pouco mais forte, mas é sempre assim eu e o Lebeis”, comentou. “Eu sempre nado no máximo. Tem dia que dá certo e hoje foi tudo certo”, complementou o atleta de 45 anos, falando da longevidade no esporte. “É se manter treinando, nunca parar, esquecer um pouco a idade”, revelou.

Entre as mulheres, Thais Santana foi a melhor. “Fiquei bem dolorida de sábado. O bacana da maratona aquática não é só nadar é ter psicológico, inteligência. Tenho 27 anos, desde os 11 eu nado e até hoje estou aprendendo”, falou a atleta.

Na canoagem, Pedro e Rafael contaram sobre a vitória. “Somos da mesma equipe (Tahoe) e decidimos competir juntos. É uma energia única remar com ele, um irmão que a canoa me deu. Queríamos nos divertir e manter esse ritmo”, contou Pedro. Na mista, Rafael Leão, que já foi campeão em todas as categorias, agora experimentou as duplas mistas. “Foi uma provinha boa, a Luciana está remando super bem, estávamos com uma remada encaixada e conseguimos fluir bem. Pegamos o ritmo das masculinas e fomos juntos”, disse.

Na OC1, Cadu fez uma prova de recuperação para alcançar a segunda vitória no evento (também estava na equipe Brucutus, que venceu de forma emocionante a prova overall no sábado). “Foi alucinante! Comecei mal, pesado, entrou uma ondinha milagrosa e me levou para frente. Depois tivemos uma disputa acirrada e consegui levar a melhor”, resumiu o vencedor que ainda viu sua mulher, Priscila, levar a melhor na OC1 open, para a festa em família.

Para Felipe que levou na V1, o primeiro lugar foi até uma surpresa. “Apesar de saber do meu potencial, da minha história. Estou treinando para me adaptar, porque é uma categoria que vem crescendo”, comentou.

MUNDIAL - No Sup Técnico, valendo pelo ranking mundial, uma prova que o nome já resume bem, com várias boias a serem superadas, Animal largou mal e teve uma recuperação rápida, chegou a cair na segunda boia, mas depois imprimiu um ritmo forte, abriu vantagem e não deixou os rivais, entre eles, o campeão mundial de Sprint, Artur Santacreu, chegar perto.

Ele garantiu o primeiro lugar e a briga ficou para o segundo lugar entre Artur e o jovem talento Guilherme Cunha. “Foi um final de semana perfeito. Fiz uma prova ótima sábado, estou com a família, consegui descansar e vim focado. Fiz uma largada ruim, fiquei enroscado, saí recuperando, consegui pegar uma marolinha e assumi a ponta. É bom saber jogar quando dá certo e quando dá errado”, contou o tetracampeão brasileiro de SUP.

“Estou amarradão de estar na atividade com 35 para 36 anos, com filha, contas para pagar, essa molecada começando a vida agora. Só de estar andando junto e ganhando, estou muito feliz, ainda mais no Aloha, esse evento que é o melhor do País”, vibrou.

Na feminina, também contando pontos para a Paddle League, Aline Adisaka saiu na frente, mas logo Fiona Wylde passou na frente e manteve uma certa distância. Lena Ribeiro não fez uma boa largada, chegou a estar em oitavo, mas foi recuperando e terminou em segundo lugar. “Estou muito feliz. É minha primeira vez aqui no Brasil. Tudo aqui é maravilhoso, as pessoas são muito legais, é um lugar lindo. O evento é sensacional e o fato de ter essa preocupação ambiental, zero plástico é fantástico. Mal posso esperar para estar de volta em novembro”, falou Fiona, lembrando que na última etapa do Aloha, em Cabo Frio, o evento será válido pelo ranking mundial da Paddle League e também da APP World Tour.

Agora, o Aloha Spirit 2019 se prepara para a segunda etapa, nos dias 21 a 23 de junho, no Pontão do Lago Sul, em Brasília. A final está marcada para 22 a 24 de novembro, na Praia do Forte, em Cabo Frio/RJ. Todos os detalhes para a participação pelo site alohaspirit.com.br.

Esporte, cultura e defesa do meio ambiente “caminharam” juntos e envolvidos na etapa de abertura do 11º Aloha Spirit, encerrado domingo (14), em Ilhabela, no litoral norte de SP. O evento reuniu mais de 1.500 atletas em nove modalidades e um grande público, tanto acompanhando as disputas, quanto participando das diversas atividades socioculturais e ambientais, desenvolvidas nos três dias na Praia do Perequê.

Um dos grandes destaques foi o Festival Aloha Spirit de Cinema, realizado na sexta-feira (12) no Espaço Conexões, uma grande arena na areia da praia e com acesso gratuito, beneficiando centenas de pessoas. Foram exibidos seis filmes documentários, todos relacionados de alguma forma com o evento, seja no esporte ou no tema desta edição, “A Simbologia da Água”.

O Festival Aloha Spirit de Cinema, que tem o patrocínio da Corona, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, da Secretaria Especial da Cultura, do Ministério da Cidadania, com apoio da Prefeitura de Ilhabela, também promoveu uma importante ação social, com a exibição de filmes para alunos em duas escolas públicas da Cidade. A ideia é fomentar conhecimento, arte e proporcionar novas vivências ao público jovem.

Os estudantes também participaram de mutirões de limpeza nas areias e regiões, de mangue e rios, aulas de cidadania e de preservação do meio ambiente, se conectando ao tema, sobre a importância do cuidado com a preservação da vida. “Os alunos fizeram uma verdadeira imersão no universo dos esportes aquáticos, assistindo a filmes inspiradores, de atletas que desafiaram seus limites, venceram marcas e se superaram”, comentou a responsável pela gestão administrativa do Festival, Valéria Marcondes.

“O Festival Aloha Spirit de Cinema é mais uma forma de expressar o quanto a integração arte-esporte é importante, como forma de inspiração para os jovens”, reforçou Valéria, destacando que a iniciativa deve alcançar uma plateia de mais de 800 estudantes da Rede Pública de Ensino de Ilhabela. “Uma coisa é certa: esses jovens jamais serão os mesmos! A busca pela prática de uma vida saudável integrando arte, esporte e preservação ambiental, com certeza, mudará suas vidas para melhor! Para sempre!”, ressaltou.

Junto às ações culturais e socioambientais, o Espaço Conexões ainda contou com aulas de yoga, promovendo meditação para todos os interessados. Vale destacar que a palavra Aloha traduz algmas características do povo havaiano, como amizade, hospitalidade e cordialidade. “Aloha Spirit, ou em português Espírito Aloha, revela muito mais do que uma expressão, trata-se de um estilo de vida”, completou Valéria.

A Aloha Spirit 2019 e todas essas ações terão mais duas etapas. A próxima nos dias 21 a 23 de junho, no Pontão do Lago Sul, em Brasília, e a final de 22 a 24 de novembro, na Praia do Forte, em Cabo Frio/RJ. O Aloha Spirit 2019 tem os patrocínios de Corona (Ambev) e Prefeitura Municipal de Ilhabela. Apoios: Projeto Mares Limpos da ONU Meio Ambiente e Menos um Lixo. Realização: Associação Magna de Desportes e Ecooutdoor com gestão e produção da Intercult e correalização da Secretaria de Turismo de Brasília.

O Aloha Spirit 2019 tem os patrocínios de Corona (Ambev) e Prefeitura Municipal de Ilhabela. Apoios: Projeto Mares Limpos da ONU Meio Ambiente e Menos um Lixo. Realização: Associação Magna de Desportes e Ecooutdoor com gestão e produção da Intercult e correalização da Secretaria de Turismo de Brasília.

Saiba mais sobre o Aloha Spirit, no site oficial alohaspirit.com.br e nas redes sociais: youtube.com/alohaspiritBRinstagram.com/alohaspiritbrasil efacebook.com/AlohaSpiritBrasil

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